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Entrevista com Paulo Branco :: (Voltar)

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(Fabricarica Dez/2004)

Neste lançamento do site, convidamos para um bate papo, o professor e artista plástico Paulo Branco. Proprietário do Estúdio Paulo Branco (www.estudiopaulobranco.com.br
) em Campinas, onde são ministradas aulas de desenho e pintura. Paulo ganhou diversos prêmios em salões de humor e de artes e participou de inúmeras exposições, tendo publicado trabalhos em revistas como Playboy, Bundas e jornais como OPasquim21 e Correio Popular. Pelo seu estúdio, em seus mais de 23 anos de existência, passaram muitos alunos, sendo que vários destes tornaram-se figuras conhecidas no mercado profissional (inclusive os autores deste site).



Para começar, gostaria que você se apresentasse e falasse um pouco sobre como e quando foi o início de seu trabalho com as artes em geral e também com o desenho de humor.

 

R: Meu nome completo é Paulo Sérgio Jardim Branco (coisa de mãe), pseudônimo Paulo Branco. Tenho 42 anos, sou casado, tenho três filhas e um cachorro Labrador.

Nasci em Campinas e fui criado em Piracicaba (ré, ré, lari, larai).

Dou aulas de desenho desde os meus 19 anos.

Comecei como aluno em uma escola de arte que se chamava Donart. Em seguida fui convidado para dar aulas, depois virei sócio e finalmente abri o meu estúdio chamado hoje Estúdio Paulo Branco.

Comecei a me interessar por desenho e caricatura ainda criança, influenciado pelo salão de humor que acontecia todos os anos em minha cidade Piracicaba.

 

 

Quais artistas foram as principais influências em seu trabalho?

 

R: Toulouse-Lautrec, Aldemir Martins, Manabu Mabe, Shiró, Sábat, Lan, entre outros.

 

 

Fale um pouco sobre os trabalhos que você considera mais importantes em sua carreira.

 

R: É meio chavão mas o trabalho mais importante é sempre o próximo.

 

 

O que é para você a caricatura?

 

R: A caricatura é o meu grande barato. Aliás é um "belo" exercício de criatividade incluindo distorção e acabamento, inclusive eu tenho uma teoria de que o destino de todos nós ao envelhecermos é o de nos transformarmos em uma caricatura. Reparem: o nariz aumenta (ai meu Deus...), as orelhas aumentam, a boca perde definição, os cabelos se vão, engordamos, diminuímos nossa estatura, ou seja, nos transformamos em gnomos. É só repararmos em nossas avós com roupinha de frio.

 

 

Descreva o seu processo de criação ao fazer uma caricatura?

 

R: O meu processo é o seguinte:

1º defino qual o sentimento que me leva a desenhar e que pode ser admiração, ódio, dinheiro que vou receber, etc, etc.

2º defino uma arte final ou acabamento que case com o meu estado de espírito.

 

 

Fale um pouco sobre as diferentes técnicas e estilos de caricatura?

 

R: Atualmente temos dois estilos bem definidos de concepção para caricatura: um trabalho mais acadêmico e realista e um trabalho mais solto e sintético. Nas técnicas de acabamento temos as tradicionais: grafite, lápis de cor, aquarela, acrílico, pastel seco ou oleoso, e as que tem o acabamento feito por computador, Corel, Photoshop entre outros.

 

 

Quais os pontos que você considera essenciais e não podem faltar em uma caricatura?

 

R: A semelhança para com a vítima, ops... quero dizer, modelo. E que, de alguma maneira, consigamos captar o caráter da pessoa.

 

 

Você acha mais difícil caricaturar homem ou mulher? Porque?

 

R: Nem um nem outro. Eu diria que a criança de colo é terrível por não ficar quieta e, para mim, todas tem carinha de joelho.

 

 

Como você vê a produção de caricatura nos dias de hoje?

 

R: Bastante significativa, através principalmente dos jornais periódicos. Salões de humor e sites na internet também ajudam na divulgação da arte da caricatura.

 

 

Quais artistas admira atualmente?

 

R: Admiro toda a galera que com muito empenho e paixão consegue trabalhar com o que gosta. Para citar alguns: André de Pádua, André Félix, Bira, Dálcio, Evandro, Flávio Rossi, Luiz Paffaro, Lili, Filipe, Stefan, Junião, Renato Stegun, Paulo Félix, Maurício Mallet, Larissa Leão, Ildemir Dimas Restivo.

 

 

O que é preciso para ser um bom caricaturista?

 

R: Muita observação e um certo instinto sádico.

 

 

Quais são suas dicas para quem está pensando em iniciar no humor gráfico?

 

R: Ler bastante a respeito do assunto em livros, revistas, jornais e internet. Conversar com o pessoal que já trabalha com arte, além é claro de muita vontade.

Caso tenha condições, um curso específico é um ótimo começo.

 

 

Deixe uma mensagem final para nossos internautas.

 

R: Para fechar eu gostaria de citar uma frase do grande mestre Pablo Picasso:

"A arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade."

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(Informações e contato : www.estudiopaulobranco.com.br)



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